ALMIR DE ALMEIDA
NOME: Almir Nelson de Almeida
APELIDO: Nenhum
DATA DE NASCIMENTO: 02 de setembro de 1923
LOCAL: Salvador-BA
DATA DE FALECIMENTO: 14 de abril de 1977
LOCAL: Curitiba-PR
ALTURA:
POSIÇÃO:
JOGOS PELA SELEÇÃO:
PONTOS MARCADOS PERÍODO DE ATIVIDADE:
ORIGEM:
CLUBES NA CARREIRA: Fluminense-RJ, Clube Guarani de Basquete-PR, Clube Curitibano-PR.
TÍTULOS NOS CLUBES
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TÍTULOS NA SELEÇÃO
* MEDALHA DE PRATA no 14º Campeonato Sul-Americano de Assunção de 1949.
* MEDALHA DE BRONZE nos 1º Jogos Pan-Americanos de Buenos Aires de 1951.
* MEDALHA DE PRATA no 2º Campeonato Mundial de Basquetebol do Rio de Janeiro em 1954.
* MEDALHA DE BRONZE nos 2º Jogos Pan-Americanos da Cidade do México de 1955.
OBSERVAÇÕES: Almir nasceu em uma família humilde. Perdeu o pai muito cedo, passando a ter como referência paterna o irmão oito anos mais velho, Raymundo José de Almeida. Ainda no primário, começou a se interessar por esportes e logo começou a jogar basquete, esporte que se manteve como atividade intensa e grande paixão até o fim do ciclo básico de estudos. Nesse momento, o atleta havia acumulado diversos títulos em jogos colegiais e juvenis, alçando-se a representante da seleção baiana de basquete. Destacou-se imediatamente e, poucos depois, começou a receber as primeiras convocações para a seleção brasileira. Quando chegou o momento de ingressar na universidade, na graduação de educação física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebeu uma bolsa do governo do estado para estudar no Rio.
Tornou-se atleta do Fluminense Football Club e, no ano seguinte, foi convocado para a seleção brasileira da modalidade, então comandada pelo lendário treinador Togo Renan Soares, o Kanela. Em 1952, Almir fez parte do time que disputou as Olimpíadas de Helsinque, ficando na sexta colocação.
Após o fim da graduação, Almir transferiu-se para o Clube Guarani de Basquete, em Ponta Grossa-PR. Pouco mais de um ano depois, mudou-se para Curitiba, onde passou a jogar pelo Clube Curitibano. Na capital paranaense vivia a namorada Diva de Almeida, que conhecera no Rio de Janeiro e com quem viria a se casar em 1955. Ainda em 1955 fez parte da seleção que disputou os Jogos Pan-Americanos na Cidade do México, em que a equipe conquistou a medalha de bronze.
No início de 1956, Almir teve um acidente em um treino com a seleção. Ao chocar-se de cabeça com um colega, teve uma fissura no osso do crânio à altura da bochecha, para a qual não havia cirurgia possível. Com isso, acabou sendo cortado do time. Como uma nova pancada na mesma região poderia agravar o quadro, decidiu aposentar-se do basquete profissional aos 37 anos.
Começou então sua carreira de treinador de basquetebol, no Clube Curitibano. Permaneceu na agremiação por quase uma década, levando-a à conquista de diversos campeonatos interclubes no Paraná.
Em 1969, Almir foi convidado pelo Fluminense para ocupar o cargo de supervisor de futebol do clube. Mudou-se novamente para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por mais de um ano. Nesse período, o clube deixou a última colocação no campeonato nacional. Ainda naquele ano sagrou-se campeão carioca e, no seguinte, campeão brasileiro.
Tendo colhido bons resultados no clube carioca, Almir despertou o interesse do Coritiba, por meio de seu presidente, Evangelino da Costa Neves. O Coxa acabou trazendo Almir de Almeida para a capital paranaense. No Coritiba, é atribuído ao trabalho de Almir a contratação do goleiro Jairo - um ídolo histórico do clube. Em 1972, Almir chamou a atenção do Corinthians de Vicente Matheus. Com o clube paulista, Almir ganhou o Torneio Laudo Natel de 1973, como era conhecido a Taça Governador do Estado de São Paulo, que teve quatro edições entre 1972 e 1976.
Em 1973 Almir voltou ao Coritiba e, em 1974, passou a ser dirigente esportivo no Vasco da Gama, que se tornaria o campeão brasileiro daquele ano. O destaque pelos clubes em que foi coordenador esportivo fizeram com que fosse convidado para exercer a função na seleção brasileira, cargo que ocupou até 1977. Almir de Almeida veio a falecer vítima de infecção generalizada após um raro problema sanguíneo.
Foi homenageado pelo governo do Paraná, que batizou o Ginásio do Tarumã, em Curitiba, com seu nome, que passou então a receber a nomenclatura oficial de Ginásio Professor Almir Nelson de Almeida.

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